A Nissan está a reorientar estrategicamente a sua linguagem de design para realçar a sua herança japonesa, um movimento liderado pelo seu chefe de design europeu, Giovanny Arroba. Esta mudança ocorre num momento em que a empresa procura alavancar a sua identidade cultural num mercado global competitivo.
Design global com núcleo japonês
Arroba, que tem experiência nos centros de design da Nissan nos EUA e no Japão, enfatizou a importância dos centros de design regionais como a Nissan Design Europe em Londres. Embora reconhecendo a necessidade de designs localizados, ele ressaltou o compromisso da empresa em se inspirar em suas origens japonesas.
A Nissan opera vários estúdios de design em todo o mundo, promovendo a concorrência interna para enriquecer as perspectivas de design. Esta influência global é equilibrada com uma ênfase renovada na estética japonesa, exemplificada pelo novo Nissan Micra EV. O estilo do Micra inspira-se nos antigos “carros Pike” japoneses da Nissan, assinalando um regresso deliberado às raízes da empresa.
Identidade Cultural como Vantagem de Design
Arroba destaca que a identidade japonesa da Nissan é agora um diferencial importante. Embora a empresa opere internacionalmente, celebrar a sua herança é visto como uma vantagem competitiva.
“Para ser uma empresa automobilística e ser uma empresa automobilística japonesa, agora é um ótimo momento para celebrar isso e trazer isso para o produto.”
Ele contrasta isso com culturas de design estabelecidas, como a Bauhaus da Alemanha ou os estilos românticos da Itália, argumentando que o design japonês oferece uma mistura única de charme, inteligência, inovação tecnológica e desafio de design. Esta abordagem pretende dar aos veículos Nissan um carácter distintivo no panorama automóvel global.
A decisão da Nissan de voltar a enfatizar as suas raízes de design japonês reflecte uma tendência mais ampla na indústria onde a identidade cultural é cada vez mais reconhecida como um activo valioso. Ao apoiar-se na sua herança, a Nissan espera criar veículos que não sejam apenas funcionais, mas também culturalmente ressonantes, diferenciando-os num mercado concorrido.






















