A curva que definiu a BMW

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Uma montadora precisa de uma assinatura. Você deve reconhecer a forma antes de localizar o emblema. A grade renal? Icônico. Os faróis quádruplos? Instantâneo. Mas o perfil lateral? Isso pertence a Wilhelm Hofmeister.

É a curva acentuada da janela lateral traseira. O “knick” em alemão. Hoje chamamos isso apenas de torção de Hofmeister.

Onde tudo começou

Vamos limpar o ar. A BMW não inventou isso.

O Kaiser Deluxe teve uma vantagem semelhante no final dos anos 1930 e 1940. O Lancia Flaminia exibiu-o antes que os alemães percebessem. E daí? A persistência vence. A BMW bateu nessa curva no 1500 e 3200 CS de 1961. Então eles continuaram fazendo isso. Durante sessenta e cinco anos. Consistência é marca.

O nome? Bastante simples. Wilhelm Hofmeister liderou a engenharia de carrocerias da BMW de 1955 a 1970. Ele traçou os limites. Grudou nele como cola.

“A curva cria maior tensão nas linhas… Ela melhora a aparência do veículo sem adicionar volume.”

A forma encontra a função

Por que fazer isso? David Carp, chefe de identidade de design, diz que não se trata apenas de aparência. Há física em jogo.

Esse pequeno ângulo permite uma maior área de vidro na porta. Não é necessária nenhuma janela extra perto do pilar C. Linhas mais limpas. Melhor luz.

Chris Bangle, ex-designer-chefe, detalhou ainda mais em 2015.

  1. A dobra cria uma guia estável para o trilho do vidro traseiro.
  2. Empurra a dobradiça da porta ainda mais para trás.

Resultado? Você sai com mais facilidade. Se você apertou a porta com muita força, sair se tornará um exercício. A curva dá espaço aos joelhos. Praticidade disfarçada de estilo.

O mito do RWD

Alguns argumentam que a varredura para frente grita “tração traseira”. Agressivo. Muscular.

Até 2014. Entre no Série 2 Active Tourer. Tração dianteira. Vibrações de minivan. Ainda tinha a torção. Porque a consistência da marca supera o pedantismo da engenharia.

Foi inspirado por mestres italianos como Giorgetto Giugiar0? Provavelmente. Todos olham para as mesmas estradas. Mas a BMW é dona da narrativa.

Exceções à regra

Não tem sido universal. Veja o Z3 M Coupé. O peculiar i3. O vagão original da Série 5. Eles pularam. Talvez as proporções não se ajustassem. Talvez fosse apenas diferente.

Mas não há patente. Qualquer empresa pode copiar a linha. Ford tentou. Volvo assentiu. Não importa.

Você vê aquela curva na curva de uma rodovia ao anoitecer? Você não vê Ford. Você vê BMW.

Essa familiaridade é um conforto ou uma restrição? A curva permanece. Os carros mudam. Mas a forma? Essa é a casa.