A Ferrari revelou o 849 Testarossa, o sucessor do SF90 Stradale, e o novo supercarro híbrido plug-in reflete melhorias significativas de engenharia em quase todos os sistemas. Embora mantendo a mesma arquitetura híbrida, o 849 apresenta maior potência, aerodinâmica refinada, resfriamento aprimorado e controles de direção atualizados – tudo por um preço mais alto.
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Atualizações de desempenho: mais do que apenas números
O 849 Testarossa custa a partir de US$ 932.648 (antes dos custos na estrada), com a variante Spider custando US$ 1.015.589. Esses números representam um aumento em comparação com os preços anteriores do SF90 e do SF90 Spider. O núcleo da melhoria reside num V8 biturbo de 3,9 litros retrabalhado, agora produzindo 610 kW (acima dos 574 kW do SF90) e 842 Nm de torque. Este impulso é conseguido através de uma revisão abrangente do motor: turbocompressores maiores, cabeçotes de cilindro revisados e sistemas de escapamento otimizados.
Por que isso é importante: O V8 da Ferrari está em uso desde 2016 (488), tornando cruciais melhorias incrementais. As mudanças do 849 não se referem apenas à potência bruta, mas também à manutenção do desempenho sob condições extremas. A experiência da marca em gestão de calor é fundamental para manter uma produção consistente.
Os números de desempenho refletem essas mudanças: o 849 acelera até 100 km/h em menos de 2,3 segundos (em comparação com os 2,5 segundos do SF90) e atinge 200 km/h em 6,35 segundos (abaixo dos 6,7 segundos). A velocidade máxima está listada em mais de 330 km/h. O desempenho de frenagem também melhora, com uma aceleração de 100 km/h até 0 parada em 28,5 metros (contra 29,5 metros do SF90). Os tempos de volta na pista de fábrica da Ferrari mostram uma melhoria de 1,5 segundo: 1:17,5 para o 849 contra 1:19 para o SF90.
Aerodinâmica e resfriamento: uma abordagem holística
As melhorias aerodinâmicas do 849 geram 415kg de downforce a 250km/h (acima dos 390kg do SF90). Isto é conseguido através de um piso inferior redesenhado, um divisor dianteiro maior e um spoiler traseiro ativo que alterna entre os modos de baixo arrasto e alta força descendente em menos de um segundo.
O desempenho de refrigeração também foi aumentado em 15%. Radiadores maiores, dutos otimizados e fluxo de ar aprimorado para os intercoolers garantem que o trem de força opere de forma eficiente, mesmo sob alto estresse.
Por que isso é importante: Os hipercarros modernos dependem muito da aerodinâmica e do gerenciamento térmico. O SF90 já ultrapassou esses limites, então os ganhos do 849 demonstram o quanto a Ferrari está disposta a refinar esses sistemas.
Tecnologia e experiência do motorista: além da velocidade bruta
O 849 apresenta novas tecnologias, incluindo o sistema de freios ABS Evo e o Ferrari FIVE (Ferrari Integrated Vehicle Estimator). FIVE usa um gêmeo digital do carro em tempo real para melhorar a precisão e a estabilidade da frenagem.
Por dentro, a Ferrari voltou a usar botões mecânicos no volante, atendendo a uma reclamação comum dos proprietários do SF90. A IHM foi revisada para melhorar a usabilidade e o carro inclui Apple CarPlay e Android Auto padrão.
Sustentabilidade: uma nota sutil
A Ferrari afirma usar ligas de alumínio recicladas nas peças fundidas dos motores, reduzindo as emissões de CO2 em até 80% por quilograma de alumínio. Este é um detalhe menor para a maioria dos compradores, mas reflete os esforços mais amplos de sustentabilidade da marca.
Disponibilidade e Conclusão
As primeiras entregas do cupê 849 Testarossa são esperadas para o quarto trimestre de 2024, com o Spider seguindo no início de 2027. O 849 Testarossa não é apenas uma atualização incremental em relação ao SF90; representa um refinamento abrangente da fórmula do supercarro híbrido da Ferrari. Os ganhos em potência, aerodinâmica e experiência do condutor solidificam a sua posição como o mais recente carro-chefe da marca em termos de desempenho.





















