No final da década de 1980, um novo player entrou no mercado automotivo, tentando preencher a lacuna entre a utilidade robusta e a dirigibilidade diária. O Geo Tracker – um produto da joint venture entre a Suzuki e a General Motors (por meio da fábrica de montagem CAMI em Ontário, Canadá) – chega como uma evolução mais sofisticada, maior e mais capaz do diminuto Suzuki Samurai.
Embora o Samurai tenha sido frequentemente criticado por ser barulhento, apertado e pouco refinado, o Tracker busca oferecer um “meio-termo” para compradores que precisam de um segundo veículo: algo mais substancial do que um carro econômico básico, mas mais acessível do que um SUV de tamanho normal.
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Engenharia e Desempenho
O Tracker se afasta da sensação de “transporte básico” de seus antecessores, oferecendo dimensões aprimoradas e atualizações mecânicas.
- Trem de força: É movido por um motor SOHC de quatro cilindros 1,6 litros com injeção de combustível no corpo do acelerador. Embora produza modestos 80 cv e 94 lb-ft de torque, o peso relativamente leve do veículo (aproximadamente 2.320 lbs para o conversível) permite uma aceleração vigorosa, se não rápida.
- Manuseio: Graças à influência dos engenheiros da C-P-C (Chevrolet, Pontiac e GM do Canadá), o Tracker apresenta uma suspensão totalmente com molas helicoidais. Isso resulta em um passeio muito mais composto que o Samurai, capaz de lidar com curvas com estabilidade, mesmo que a carroceria apresente alguma inclinação.
- On-Road vs. Off-Road: Na rodovia, o passeio é comparável ao de um carro econômico moderno – estável e razoavelmente silencioso com a capota aberta. Fora de estrada, o Tracker se destaca devido à sua distância ao solo de 7,9 polegadas e generosos ângulos de aproximação/partida. No entanto, os usuários devem observar que o sistema 4WD requer centros de travamento manual, o que significa que os motoristas devem sair do veículo para ativar a tração integral.
Conforto Interior e Praticidade
Um dos principais pontos de venda do Tracker é o seu ambiente interior melhorado. Ao contrário dos designs espartanos dos pequenos 4×4 mais antigos, o Tracker incorpora:
– Compromissos modernos: Estofamento em tecido, painéis esculpidos e até desembaçadores dos vidros laterais em acabamentos mais altos.
– Versatilidade: Disponível nas configurações conversível e capota rígida, com bancos traseiros que podem ser rebatidos para aumentar a capacidade de carga.
– Refinamento: O amortecimento sonoro e o controle de vibração aprimorados tornam-no um ambiente muito mais hospitaleiro para passageiros adultos em comparação com seus antecessores.
O dilema do mercado: uma perspectiva dividida
O Geo Tracker ocupa uma posição única e um tanto controversa no cenário automotivo. Por ser um veículo off-road de pequeno calibre, levanta questões sobre a finalidade a que se destina. É uma ferramenta séria para a exploração da natureza ou um transporte elegante para a vida urbana?
Analistas e testadores do setor permanecem divididos quanto à sua identidade:
“Ele ultrapassa os limites entre o carro e o caminhão… aqueles de nós que gostam dele sentem que ele ultrapassa os limites o suficiente para merecer nosso endosso.”
No entanto, os críticos apontam várias desvantagens potenciais:
1. Lacunas de refinamento: Embora melhorado, ainda carece da suavidade de SUVs maiores como o Ford Bronco II.
2. Limitações do motor: O motor pode parecer “anêmico” e zumbido quando pressionado para RPMs mais altas.
3. Crise de Identidade: Alguns argumentam que ao adicionar toques de “luxo” como tapetes e assentos macios, o veículo perde o charme robusto e despretensioso que tornou icônicos veículos como o VW Thing ou o Samurai original.
Conclusão
O Geo Tracker é um veículo de “estilo de vida” altamente versátil que atualiza com sucesso a pequena fórmula 4×4 com melhor conforto e dirigibilidade. Embora possa não satisfazer aqueles que procuram pura robustez off-road ou luxo de alta qualidade, oferece uma opção única e espirituosa para condutores que procuram um companheiro multifuncional elegante e capaz.
